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Protecção Civil

Principais dados estatísticos nacionais relacionados com a distribuição geográfica dos bombeiros e acidentes envolvendo efectivos. Ocorrências que envolvem a proteção civil e corporações de bombeiros.

 

Bombeiros

Em Portugal, a base do socorro prestado às populações está maioritariamente assente nos bombeiros, sobretudo os voluntários. Segundo dados de um estudo realizado por António Duarte Amaro, (“O Socorro em Portugal”, 2009), a maioria das corporações de bombeiros é composta por voluntários, seguindo-se os bombeiros municipais, os municipais sapadores e, por fim, os privativos.

O mesmo relatório revela que, segundo dados do INEM de Junho de 2009, existiam 192 protocolos de posto de emergência PEM (com ambulâncias cedidas pelo INEM, sediadas nos corpos de bombeiros) e 190 protocolos de posto de reserva (RES) do INEM.

Em termos gerais, os acidentes envolvendo bombeiros diminuíram de 2005 para 2007, sendo os acidentes em incêndios florestais aqueles que mais feridos provocam.



No que diz respeito aos bombeiros mortos em prestação de auxílio, a evolução dos valores tem sido inconstante. 1985 foi o ano que mais mortes registou, ao passo que 1983, 1987, 1993 e 2001 são os anos com menor registo de vítimas. Em média, entre 1980 e 2007, morreram seis bombeiros por ano. 



Intervenção dos Agentes de Segurança

  • Entre incêndios em habitações, incêndios industriais e outros incêndios (excluindo os rurais) a proteção civil prestou 26.398 intervenções de Socorro em 2011. Este número representa um aumento face ao total registado em 2010 (mais 3.556 ocorrências).



  • A Operação Verão Seguro – Chave Direta de 2011, que visa a proteção da propriedade privada, registou 2.009 pedidos de vigilância, sendo que 1.651 foram feitos pessoalmente nas esquadras e 358 através da Internet.
  • No ano letivo de 2010-2011, o programa Escola Segura abrangeu 3.453 estabelecimentos de ensino e 1.033.921 alunos.
  • O programa Escola Segura foi assegurado por um total de 391 elementos policiais, apoiados por 263 veículos ligeiros e 78 motociclos.
  • No âmbito do programa Escola Segura foram realizados em 2010 um total de 16.489 ações destinadas à comunidade escolar, que incluem sessões de sensibilização e informação, demonstrações e exercícios de prevenção.
  • A Operação Escola Segura II – Início do Ano Escolar 2010/2011, que tem como objetivo garantir a segurança nas imediações dos estabelecimentos de ensino e caminhos casa-escola-casa, contou com o empenhamento de 2.941 elementos policiais. Nesta operação foram realizadas 104 detenções, aprendidas 334 doses de produtos estupefacientes e detidos 28 condutores com excesso de álcool.
  • 949 foi o número de elementos policiais empenhados no desenvolvimento do programa contra a Violência Doméstica, Apoio à Vítima.
  • O programa Comércio Seguro, que tem como objetivo criar condições de segurança em estabelecimentos comerciais, contou com 654 elementos policiais.

Acidentes Rodoviários

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) divide os acidentes rodoviários em duas categorias: por atropelamento ou envolvendo viaturas. No primeiro caso, englobam-se os ferimentos, lesão ou contusão causados por qualquer tipo de viatura, ao passo que no segundo caso se considera a colisão entre viaturas ou perda de controlo de viatura.



O número destas ocorrências aumentou de 37.850 em 2009 para 38.820 em 2010. No que diz respeito aos acidentes que envolveram atropelamento, foram mais frequentes nos meses de novembro e dezembro, nos distritos de Lisboa e Porto. Nos acidentes envolvendo viaturas, por seu lado,destacam-se novamente os distritos de Lisboa e Porto, ao passo que a frequência foi mais alta no mês de outubro.






Os dados que abrangem um período mais amplo, revelados em outubro de 2011, indicam que os acidentes com vítimas registados entre os meses de janeiro e outubro de 2002 a 2011 têm vindo a diminuir. De todos estes anos, 2011 é, aliás, aquele que regista menor número de acidentes: 91% (27.148 ocorrências) de acidentes com vítimas, 7% (2.200 ocorrências) com mortos ou feridos graves e apenas 2% (525) com mortos. As distribuições mensais e por distrito revelam que agosto foi o mês com mais vítimas nas estradas, com maior incidência nos distritos de Lisboa e Porto.




Acidente Aéreo

Os acidentes aéreos englobam a colisão e queda de meio aéreo ou qualquer tipo de avaria do mesmo que implique a mobilização de meios em terra. Em 2010 registaram-se mais 12 ocorrências que em 2009, na sua maioria nos distritos de Setúbal e Faro. A distribuição mensal destaca os meses de fevereiro, março, julho e agosto com maior número de registos.



Acidentes Ferroviários

Os acidentes ferroviários –que podem ser por atropelamento, abalroamento ou descarrilamento – desceram de126 ocorrências em 2009 para 86 em 2010. Consideram-se acidentes por atropelamento todos os que resultem em ferimento, lesão ou contusão causado por qualquer tipo de composição ferroviária. Este tipo de acidentes foi mais frequente em Lisboa e Porto no mês de janeiro. Já os abalroamentos – 10 ao todo em 2010 – incluem as colisões entre composição ferroviária e viaturas, sendo a frequência maior em agosto, nos distritos de Setúbal, Leiria e Santarém. Por fim, em 2010, registaram-se quatro descarrilamentos em Aveiro, Braga, Porto e Setúbal.



Acidentes Aquáticos

Em 2010 registaram-se menos 20 acidentes aquáticos que em2009. Estas ocorrências, que envolvem, acidentes com embarcações ou veículos aquáticos (por exemplo naufrágios, colisão entre embarcações ou com um obstáculo), foram mais frequentes nos meses de Maio e Junho nos distritos de Setúbal e Leiria.



Ocorrências Derivadas de Condições Climáticas Extremas

As quedas de árvores e estruturas, desabamentos e deslizamentos, inundações ou abastecimento de água à população são ocorrências que normalmente têm lugar quando se fazem sentir condições climatéricas extremas, decorrendo direta ou indiretamente das mesmas. Em 2010 registaram-se 26.551 ocorrências deste tipo, mais 2.211 que em 2009.



No que diz respeito às quedas de árvores, foram ao todo10.666, destacando-se o distrito de Coimbra em termos de localização e os meses de fevereiro e outubro quanto à data.

Consideram-se desabamentos todos os colapsos de construções ou estruturas que causem estragos na área em redor. De acordo com os dados registados pela ANPC, em 2010 ocorreram 512 desabamentos, mais 32 que no ano anterior. O principal destaque vai para o distrito do Porto,que registou nesse ano um número de ocorrências consideravelmente superior à média verificada nos anos 2006/2010. Os dados da ANPC revelaram ainda que os meses de Inverno são os que registam mais desabamentos.



Já os deslizamentos de terras implicam circulação decorrentes de terra com provável arrasto de elementos e, de acordo com os dados registados, em 2010 ocorreram 648 episódios, mais 148 que em 2009. Lisboa, Faro e Coimbra foram os distritos onde se registaram mais deslizamentos, com números claramente superiores à média dos anos 2006/2010. Relativamente à distribuição mensal, à semelhança do que acontece com os desabamentos, houve um maior número de registos nos meses de Inverno.

Em 2010 o número de inundações aumentou em relação ao ano anterior, tendo-se registado 7.573 ocorrências em espaço urbano. Estas inundações estiveram mais concentradas no mês de outubro, destacando-se a cidade de Lisboa que excede em larga escala os restantes distritos nacionais.

Incluem-se na queda de estruturas a falha ou deterioração de estruturas físicas como andaimes ou muros. Em 2010 foram registadas 3.203 ocorrências, valor que representa uma forte subida em relação a 2009 em que se registaram apenas 2160. Lisboa e Porto foram os distritos mais afetados, ao passo que fevereiro foi o mês que registou mais acidentes.

Por fim, os abastecimentos de água à população totalizaram cerca de 3.949 ocorrências, menos 2.151 que em 2009. Porto e Coimbra foram os distritos que apresentaram valores superiores à média distrital, numa distribuição mensal em que se destacam os meses de Verão, de julho a setembro.


Acidentes com Matérias Perigosas

Os acidentes com matérias perigosas podem ser qualquer situação anormal que ocorra com substâncias químicas/materiais declarados perigosos por uma autoridade competente e capazes de provocar riscos graves para a saúde ou no transporte/deslocação das mesmas. De 2006 a 2010, esta categoria de acidentes registou valores relativamente baixos. No caso dos acidentes com as matérias propriamente ditas, registaram-se 30 ocorrências em 2009 e mais três em 2010. No que diz respeito ao transporte das matérias, em 2010 foram registados sete acidentes, menos quatro que no ano anterior.



Fugas de Gás

Existem dois tipos de fugas de gás: as que ocorrem por mau estado da canalização ou conduta e aquelas que ocorrem quando o depósito/reservatório onde o gás está armazenado se encontra em mau estado de conservação ou quando o mesmo sofre um problema localizado que dá origem a uma fuga.



Em 2010 ocorreram 1.038 fugas de gás por mau estado da canalização ou conduta. Este valor representa uma diminuição de 62 ocorrências. O relatório da ANPC revela também que se destacam o distrito de Lisboa, com cerca de 40% do total de ocorrências registadas neste ano, sendo janeiro e julho os meses com maior número de ocorrências registadas.

No que diz respeito às fugas em reservatório, 2010 registou 100 fugas, menos duas que em 2009. Lisboa, Faro e Setúbal foram os distritos com mais ocorrências ao passo que a distribuição mensal indica que o maior número de ocorrências foi registado nos meses de janeiro e fevereiro.




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