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Incêndios Urbanos

Principais dados estatísticos nacionais e internacionais disponíveis sobre incêndios urbanos.
 
 
 
Padrão do Incêndio Urbano

O incêndio urbano padrão tem origem no comportamento negligente durante atividades tão banais como cozinhar ou fumar.

Afetando principalmente as divisões da sala de estar, cozinha ou quarto, o incêndio urbano acontece com mais incidência durante o fim-de-semana e nas divisões onde há maior concentração de têxteis e mobília.

As vítimas são na maioria dos casos crianças e idosos, sendo que o género masculino é o mais afetado. O condicionamento físico, como as dificuldades motoras, ou a diminuição das capacidades cognitivas verificadas aquando do consumo de bebidas alcoólicas, são um dos fatores que mais contribui para a existência de vítimas mortais.


 

 

Dificuldades de Comparação

As comparações entre os diferentes países apresentados nas estatísticas devem ser realizadas com precaução. A inexistência de uma forma universalizada para recolher, analisar e publicar as estatísticas dos incêndios limita as conclusões que se podem retirar dos resultados analisados.

Outro fator que ainda deve ser tido em conta reside na realidade de que nem todos os incêndios são relatados às autoridades responsáveis pela realização das estatísticas. Desta forma, os resultados apresentados não representam todos os dados, pecando estes por defeito.

 

 

Incêndios Habitacionais e Industriais

Os incêndios urbanos estão divididos entre incêndios em habitações, os mais frequentes em Portugal, e os incêndios industriais:


 

Estes dados referentes à realidade nacional encontram paralelo na realidade da cidade do Porto, segundo o estudo realizado por Vítor Primo, onde a maioria dos incêndios com feridos e vítimas mortais acontecem em habitações: 73% e 86% respetivamente. O mesmo estudo não registou mortos nas zonas industriais, mas apresentou nestas áreas 3% dos feridos.

 
 
 

Causas dos Incêndios

Apesar dos dados referentes a Portugal serem limitados, os dados de outros países da União Europeia abordados no estudo Consumer fire safety: European statistics and potential fire safety measures permitem concluir que estes se devem mais à ação humana (ignorância, imprudência, negligência, uso incorreto de eletrodomésticos) do que a falhas nos equipamentos utilizados nas habitações:

 



 

Apesar de nos países apresentados as causas de incêndio estarem mais relacionadas com o ato de fumar, os horários do fogo permitem concluir que o ato de cozinhar é também muito perigoso.

Na Austrália e na região do Porto a maioria dos incêndios, valores superiores a 50%, acontecem durante as horas das refeições. O paralelo com os outros países verifica-se no facto de os incêndios incidirem maioritariamente nos dias do fim-de-semana.

Os incêndios mortais tendem a acontecer durante as horas da madrugada.

Nos EUA e Canadá, mais de 50% das vítimas mortais em incêndios foram causadas por fogos que se iniciaram entre as 23h00 e as 07h00, altura em que os habitantes dormiam. Na região do Porto, 50% das vítimas verificadas entre 1996 e 2006 ocorreram em incêndios entre as 00h00 e as 09h00.

Os dados existentes relativos à identidade das vítimas mortais permitem concluir que os grupos de maior risco são as crianças e os idosos.

Na Nova Zelândia, 32,1% das vítimas mortais são crianças entre os 0-15 anos e 25,9% são pessoas mais idosas com mais de 60 anos.

No entanto, no estudo sobre o Porto, os valores são mais equilibrados. Os grupos das crianças e dos idosos contribuíram para 50% das vítimas mortais.

Na Nova Zelândia 44,6% das vítimas mortais estavam na divisória onde o fogo teve início. No entanto, 53,8% das vítimas mortais não se encontravam na divisória de origem do incêndio. Em 1,5% dos incêndios fatais, as vítimas encontravam-se no exterior das habitações.

A causa de morte mais comum é a inalação de fumos. Entre 1996 e 2000, em Londres, 48% das vítimas morreram devido à inalação de gases e 19% devido a queimaduras. Estes dados são também verificados na cidade do Porto onde entre 1996 e 2006, 50% das pessoas morreram devido à inalação de gases, enquanto 35% tiveram como causa de morte queimaduras.
 

 
 
 

Equipamentos de Proteção Contra Incêndios

Os custos relacionados com proteção contra incêndio em casas particulares apresentam uma relação relativamente ao número de vítimas mortais.

Na Escócia entre 1994 e 2003, dois terços dos fogos que causaram vítimas mortais ocorreram em casas onde não existiam detetores de fumos, ou detetores de fumo operacionais. Números semelhantes foram registados na Holanda e na Nova Zelândia.

Na Holanda, 45% dos incêndios em habitações com vítimas mortais não tinham um detetor de fumos, enquanto em 6,8% dos casos em que havia um detetor, este estava desligado ou em condições deficientes. Apenas em 4,5% dos incêndios mortais havia um detetor de fumos operante.

Na Nova Zelândia, em 60,6% dos incêndios com vítimas mortais não existia na habitação um detetor de fumo. Em 8,3% dos incêndios mortais os alarmes estavam em condições deficientes. Em 16,5% dos incêndios mortais existia um aparelho em boas condições.



 


Meios de Combate a Incêndios

A ausência de extintores em casa é uma constante nos países analisados. 65% dos Australianos não tem um extintor em casa para utilizar no caso de um fogo doméstico.

Na Austrália, 78% das pessoas não possuem uma manta anti-fogo e estima-se que entre 5% e 11% da população não tenha qualquer tipo de equipamento de proteção contra incêndios em casa.

 



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