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Sector da Segurança (Empresas)

Nota Introdutória

Os dados presentes nesta seção são influenciados pelas diferentes conceções de Setor da Segurança presentes nos estudos disponíveis no mercado. O Estudo do Setor da Segurança da APSEI considera o Setor da Segurança como sendo constituído por Segurança Eletrónica, Segurança Passiva, Segurança Ativa e Generalista. Por seu turno, o Anuário do Setor da Segurança publicado pela Premivalor considera que a Segurança é constituída por Segurança Eletrónica, Transporte de Valores e Vigilância Humana.

 

 

Volume de Negócios do Setor da Segurança

  • Em 2007 as vendas do setor da Proteção Contra Incêndios e Segurança Eletrónica foram estimadas em 600 milhões de euros, sendo o número de empresas estimado em 550.
  • Entre 2005 o número de empresas era estimado em 516, o que representa um aumento no número das empresas de 5,5% por ano.
  • O sub-setor que mais cresceu (aumento do volume de vendas) foi o da Segurança Eletrónica com uma média de 11% ao ano. Em 2006 cresceu 9%, em 2007 14% e em 2008 10%. Este sub-setor representa 44% do total de vendas do setor.
  • O segundo sub-setor que mais cresceu foi o da Proteção Passiva com uma média de 10% ao ano. Em 2006 o sub-setor da Proteção Passiva cresceu 14%, 11% em 2007 e 5% em 2008.
  • Por fim, o sub-setor da Proteção Ativa teve um crescimento médio de 5% por ano. Em o sub-setor da Proteção Ativa expandiu-se em 7%, em 2006 em 6% e em 2008 3%.
  • Os dados do Anuário do Setor da Segurança em relação à Segurança revelam que só o Vigilância Humana representa um volume de negócios total de 550 milhões de euros.

 

 

 

Vendas

  • Entre 20% e 30% de toda a produção do Setor da Segurança é absorvida pelo Setor da Construção Civil.
  • Em 2009, 84% do volume das vendas do setor da Segurança era proveniente do setor privado enquanto 16% tinham como origem o setor público.
  • Em 2007 as vendas para o mercado externo (exportações) representaram 38% do total das vendas do Setor da Segurança.
  • As vendas para o mercado interno atingiram um valor de 62% do total das vendas do Setor. Neste, a região mais importante é a de Lisboa e Vale do Tejo que absorve 47% do que é vendido no mercado nacional.
  • Os produtos exportados têm como principal destino a Europa (União Europeia e Espanha), algo que aconteceu em 53% dos casos. 46% dos produtos exportados foram tiveram como destino o continente africano, destacando-se Angola e Moçambique como os principais países compradores.
  • O sub-setor da Proteção Passiva destaca-se a nível das exportações, uma vez que coloca 55% do que produz no mercado externo.

 

 

 

 

 

  • Em média, em 2009, as empresas no setor da segurança esperavam 92 dias para receber pagamentos relativos a serviços.
  • Os equipamentos de CFTV são os produtos mais comercializados no ramo da Segurança Eletrónica, estando disponíveis em 96% das empresas inquiridas no Anuário do Setor da Segurança de 2009-2010.
  • Em 2009, os equipamentos de CFTV eram considerados como Core Business das empresas em 40% dos casos, os sistemas integrados em 20% dos casos e os equipamentos de deteção de incêndios em 16% das empresas.
  • Em 2009, 28% das instalações de equipamentos de Segurança Electrónica foram feitas via IP, enquanto 72% foram feitas por Via Não IP.

 

 

 

Compras do Setor e Importações

  • Em 2007, 64% as compras de produtos e equipamentos eram provenientes do mercado externo.
  • 36% (€33 Milhões) é a percentagem de mercadorias e matérias consumidas pelo setor da segurança em 2007.
  • Entre 2005 e 2007 o valor das importações nas compras de mercadorias diminuiu 4%, passando de 68% para 64% (€58 Milhões).
  • Em 2005 as importações eram essencialmente provenientes de Espanha, representando 47% do valor das importações. Em 2007, Espanha (39%) continua a ser o país mais exporta para Portugal, mas perdeu quota de mercado face ao resto da Europa (43%).
  • Em média, em 2009, as empresas no setor da segurança demoravam 62 dias para efectuar pagamentos.

 

 

 

Despesas do Setor da Segurança

  • Em 2007 os custos com o pessoal representaram 14% das despesas totais do Setor da Segurança.
  • As principais despesas do setor estão relacionadas com os custos das mercadorias vendidas e matérias consumidas (57%) e o custo do fornecimento de serviços externos (16%).

 

 

 

Recursos Humanos

  • Em 2007 o Setor da Segurança empregava entre 8.200 e 10.700 trabalhadores, o que se traduz numa média de 9.350.
  • 14 é o número de funcionários que, em média, cada empresa no setor da Segurança emprega.
  • 7% é a percentagem de trabalhadores do Setor da Segurança que são subcontratados.

 

 

 

Vendas de equipamentos de segurança eletrónica (estimativa em 2008):

  • 280.000 detetores de incêndio, dos quais 120.000 (43%) eram convencionais e 160.000 (53%) analógicos.
  • 10.300 centrais de incêndio, o que representa um crescimento de 10,5% face a 2006.
  • Entre as 10.300 centrais de incêndio vendidas, 7.000 (68%) eram convencionais e 3.300 (32%) analógicas.
  • 9.250 detetores de gases, dos quais 5.250 (57%) convencionais e 4.000 (43%) analógicos.
  • 2.800 Sinalizadores.
  • 1.150 centrais de gases das quais 800 (70%) foram convencionais e 350 (30%) analógicas.
  • 53.500 câmaras, 49.500 (93%) são fixas e 4.000 (7%) são móveis.
  • 9.500 videogravadores e 4.000 monitores.
  • 176.000 detetores de intrusão, dos quais 125.000 (71%) de infravermelhos, 16.000 (9%) de micro-ondas e 35.000 (20%) utilizam tecnologia dupla.
  • 20.000 Sirenes exteriores;
  • 35.000 foi o número de centrais de intrusão das quais 25.000 (71%) são residenciais e 10.000 (29%) endereçáveis.
  • 31,5 milhões de etiquetas adesivas, 13,5 milhões de etiquetas rígidas e 1,3 milhões de safers.
  • 5.100 antenas, 3.200 sistemas de rádio frequência e 1.700 sistemas acústico magnéticos.
  • 556 leitores de controlo de acesso biométricos, 215 leitores de banda magnética e 4.450 leitores de proximidade.
  • 800 Unidades de Controlo, 650 sistemas de controlo de acessos Stand Alone e 165 sistemas de controlo de acesso em rede.

 




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