Parceria entre laboratórios de engenharia portuguesa e angolana deve ser alargada
2014-03-12

Na abertura da reunião das comissões coordenadoras dos convénios de cooperação entre os laboratórios de engenharia da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), a decorrer em Luanda até sexta-feira, foi defendido o alargamento da parceria entre os laboratórios de Portugal e Angola.

De acordo com Maria de Lurdes Antunes, vogal do Conselho Diretivo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em declarações à agência Lusa, atualmente, “além do apoio geral com a formação de recursos humanos”, têm sido realizadas em parceria com o Laboratório de Engenharia de Angola, várias ações conjuntas de observação e monitorização de grandes pontes que foram construídas ou reabilitadas, sendo que o grande objetivo do LNEC passa por estender a cooperação existente com Angola à área das barragens, edifícios, estruturas, materiais de construção, de forma a garantir uma capacitação mais eficaz e mais rápida dos quadros angolanos. 

O ministro angolano da Construção classificou, no discurso de abertura dos trabalhos, como importante a cooperação entre os laboratórios de Engenharia da CPLP, uma vez que no seu entender, os laboratórios servem como instrumento de avaliação e certificação da qualidade das obras. 

Ainda segundo o governante angolano, a manutenção regular desta cooperação “é sinal da vitalidade do setor, sobre o qual recaem, na atual conjuntura, responsabilidades substanciais na execução de obras de infraestruturas diversas”, sublinhando que, "tal como referido no lema desta reunião, o Laboratório de Engenharia de Angola tem, perante si, novos e acrescidos desafios que elevam as suas responsabilidades na atual conjuntura que, espero, esta reunião terá a oportunidade de confirmar”. 

Já Maria da Conceição de Almeida, representante dos Laboratórios de Engenharia Civil da CPLP, realçou a importância dos convénios existentes, lembrando que o encontro acontece numa altura em que se verificam algumas catástrofes naturais, nomeadamente as cheias em cinco das principais bacias de Moçambique, a maior seca em 50 anos no Brasil e fenómenos de agitação marítima em Portugal.

A representante sublinhou que são os “acontecimentos imprevisíveis que evidenciam a importância dos Laboratórios de Engenharia Civil na solidez das opções de resposta dos Governos a estas adversidades”.

Maria da Conceição referiu igualmente que, apesar das “enormes” dificuldades do dia-a-dia na cooperação entre os Estados membros, são feitos esforços para a execução das atividades e programas da instituição, que se inserem fundamentalmente na capacitação de quadros, assistência técnica e controlo de qualidade das obras públicas e privadas.



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