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ANFAJE critica Regime Excecional para a Reabilitação Urbana
2014-04-11
Na última quarta-feira, a Associação Nacional dos Fabricantes de
Janelas Eficientes (ANFAJE), criticou o Regime Excecional para a Reabilitação
Urbana (RERU), devido às exceções que o regime prevê na aplicação de requisitos
acústicos, eficiência energética e instalações de telecomunicações.
Num comunicado de imprensa, a ANFAJE declara que “concorda
com o Governo no sentido de que é preocupante a degradação da maioria do
edificado existente, sendo necessário e urgente dinamizar políticas de
reabilitação urbana e rever o seu regime jurídico”, acrescentando que “é necessário reabilitar o parque edificado
português, mas com um enfoque na melhoria da eficiência energética dos
edifícios e considera que com este diploma se está a dar um passo atrás na
garantia das obras de reabilitação com padrões de conforto mínimos que poderiam
contribuir para que os portugueses vivessem melhor e poupassem na sua fatura
energética”. Segundo a associação, “é urgente a execução de ações que
dinamizem realmente a Reabilitação Urbana em Portugal, mas não é necessário
criar um regime de exceção, como aquele que entrou em vigor com o recente
Decreto-Lei n.º53/2014 que vem instituir o não cumprimento de requisitos
técnicos mínimos para os edifícios quando justificados pelo autor do projeto”. A ANFAJE vai ainda mais longe, acrescentando que “ao contrário
do que refere o Governo, políticas ativas na área da reabilitação urbana não
avançam pelo facto de existirem “requisitos técnicos” que encarecem os projetos,
mas sim pela falta de financiamento aos promotores imobiliários. De acordo com a associação liderada por João Ferreira
Gomes, o RERU é incompatível com os objetivos da Diretiva Europeia de
Desempenho Energético dos Edifícios, com as metas do Plano Nacional de Ação
para a Eficiência Energética (PNAEE), entre outros regulamentos e portarias
aplicáveis aos projetos e à construção. Assim, e para a ANFAJE, Portugal está a
ir em sentido oposto àquilo que tem vindo a ser implementado em todos os países
da União Europeia e com o qual se comprometeu nesta matéria, melhorar o desempenho
energético dos edifícios. Por último, a associação defende a constituição de “um
grupo de trabalho que envolva todas as associações da fileira da construção,
dos materiais de construção e da eficiência energética para, em conjunto com o
Governo, desenvolver medidas e políticas ativas para a reabilitação dos
edifícios portugueses, sem comprometer o cumprimento de requisitos técnicos da
qualidade da construção”. A ANFAJE acredita igualmente que é necessário criar um
grupo de trabalho que envolva todos os agentes do setor da construção e que
seja capaz de levar por diante a compilação e eventual alteração de toda a
legislação aplicável aos projetos de arquitetura e à construção de edifícios,
mas precisamente o Código da Construção e o Código da Edificação, tal como
existe nos demais países da União Europeia. |

