Governo pretende avançar com Plano Nacional de Videovigilância
2015-04-15

No projeto que define as políticas criminais para o biénio 2015-2017, o ministério da Justiça solicita à PSP que inicie com as autarquias trabalhos para a instalação de câmaras de videovigilância em espaços públicos, para avançar com o Plano Nacional de Videovigilância.

Segundo a Exame Informática, com a inclusão da videovigilância no plano de estratégias de combate ao crime, o ministério da Justiça retoma uma iniciativa que já conta com 10 anos de polémica.

Recorde-se que o primeiro projeto legislativo de um governo português remonta a 2005, tendo o ano de 2009 sido o primeiro em que ocorreu a instalação de sistemas de videovigilância em espaços públicos. Pouco tempo depois, e em paralelo, a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) começou a chumbar vários projetos, lembrando que as câmaras de videovigilância poderiam representar uma potencial ameaça para a privacidade dos cidadãos. 

Ainda segundo a Exame Informática, apesar do diferendo que vinha do passado, o governo de Pedro Passos Coelho aprovou, em 2011, um projeto que dava ao Ministério da Administração Interna (MAI) plenos poderes para aprovar a instalação de câmaras de videovigilância em espaços públicos.

Em 2011, o então ministro da Administração Interna, Miguel Macedo pediu um parecer à CNPD sobre o uso da videovigilância pelas forças de segurança. Em causa estava o facto de o conselho de ministros ter aprovado uma proposta que dava o poder absoluto ao MAI para decidir colocar videovigilância. A CNPD contra-argumentou, afirmando que o poder de decisão era apenas seu e considerou que a proposta do Governo era inconstitucional.

Já no que diz respeito aos crimes de prevenção e investigação prioritária nada muda em relação aos anos anteriores, continuando a corrupção, o cibercrime, o branqueamento de capitais, o terrorismo, a violência doméstica, o tráfico de pessoas e os abusos sexuais a merecerem um carácter prioritário. 

Para o Governo, segundo o jornal Económico, esta aposta é justificada pelo facto de os crimes contra as pessoas e contra o Estado, nomeadamente a corrupção e os crimes informáticos, terem registado uma subida em 2014. 

Em termos de orientações, a ministra ordena que as forças de segurança promovam “operações especiais” para a prevenção destes crimes prioritários e que os responsáveis máximos da polícia criminal promovam “ações conjuntas e operações coordenadas” no mesmo sentido da prevenção.



© 2019 SEGURANÇA ONLINE TODOS OS DIREITOS RESERVADOS