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Número de incêndios acima da média dos últimos dez anos
2015-07-21
O número de incêndios florestais e de área ardida (23.702) registados entre 1 de janeiro e 15 de julho estão acima da média dos últimos dez anos, assim refere um relatório do Instituto da Conservação da Natureza. De acordo com a Lusa, trata-se de um relatório provisório do Instituto da Conservação da Natureza com base nos incêndios florestais ocorridos no período entre 1 de janeiro e 15 de julho. Este revela que o número de incêndios florestais e área ardida (23.702) registados neste período está acima da média dos últimos 10 anos. O relatório, disponível na página de Internet do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), refere que a base de dados nacional de incêndios florestais registou um total de 8.753 ocorrências, apenas entre 01 de janeiro e 15 de julho. Estes resultaram em 23.702 hectares de área ardida, dos quais 10.873 deflagraram entre povoamentos e 12.829 em matos. "Comparando os valores do ano de 2015 com o histórico dos últimos dez anos (2005-2014), destaca-se que se registaram mais 12% de ocorrência relativamente à média verificada no decénio 2005-2014 e que ardeu mais 29% do que o valor médio de área ardida nesse período", adianta o ICNF. De acordo com este relatório, até 15 de junho registaram-se 444 reacendimentos – mais 24 que a média do período 2005-2004. O instituto refere também que os distritos do Porto e Braga são os que registaram mais ocorrências, 2.066 e 1801 respetivamente. Contudo a maioria trata-se de fogachos, ou seja, fogos de reduzida dimensão que não ultrapassam um hectare de área ardida. Os distritos mais afetados no que diz respeito a área ardida foram Viana do Castelo (3.785 hectares), Braga (2.779 hectares) e Viseu (2.729 hectares). O ICNF adianta que "dadas as condições adversas, favoráveis à progressão de incêndios florestais, na primeira quinzena de julho a Autoridade Nacional de Proteção Civil decretou permanência em estado de alerta amarelo nos dias 08,09,14 e 15 de julho". Realça também que, desde março deste ano, que o número de ocorrências mensais tem superado os valores médios do decénio anterior (2005-2014). Em concordância com esta tendência, o ICNF acrescenta que nos primeiros quinze dias de julho, adianta o ICNF, se registaram mais 10% de ocorrências relativamente à respetiva média do período 2005-2014. "Apesar disso, o valor da área ardida até 15 de julho (4.853 hectares) é inferior, em quase 20%, ao valor médio decenal nesse mesmo período do mês de julho", sublinha o ICNF. Do relatório provisório consta que até 15 de julho foram registados 31 grandes incêndios, que queimaram um total de 11.615 hectares, quase 50 % do total de área ardida até agora. O incêndio com maior dimensão teve lugar no passado 7 de julho em São Pedro de Tomar, distrito de Tomar, e por si só consumiu cerca de 1.580 hectares de floresta. |

