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Aumentam acidentes de trabalho fatais no setor da construção
2015-07-24
Na passada quarta-feira, o Sindicato da Construção Civil anunciou que no primeiro semestre deste ano morreram 16 trabalhadores em acidentes de trabalho neste setor. Os números são superiores ao período homólogo do ano passado. De acordo com a agência Lusa, o presidente do Sindicato, Albano Ribeiro, criticou a falta de apoios do Governo: "já estamos com mais mortes neste momento, comparativamente ao período homólogo do ano anterior. Se não forem tomadas medidas rapidamente, vamos ter muito mais mortes no final do ano". Albano Ribeiro acusa o Governo, o ministro da Segurança Social, Mota Soares, e a Autoridade para as Condições do Trabalho, de falta de apoio na promoção de segurança e saúde nos locais de trabalho. "Este Governo, e concretamente o doutor Mota Soares é responsável. Por exemplo em 2013 tivemos 33 acidentes de trabalho, em 2014, 41, este não, se calhar, se não forem tomadas medidas, podemos chegar aos 50 trabalhadores", sublinha o sindicalista, garantindo que o sindicato "tudo fará para que não morram mais trabalhadores". O presidente do sindicato acredita que, se não se verificasse a intervenção do mesmo, “morreriam mais trabalhadores”. Contudo, sublinha que o sindicato não possui os meios necessários, voltando a insistir que é impreterível o apoio do estado, já que "primeiro está a vida humana e depois estão as outras coisas todas". Sabe-se que no ano de 1997 faleceram 196 trabalhadores da construção civil, num total de 900 mil profissionais. Hoje em dia, devido aos constrangimentos da crise económica, assistiu-se a uma redução deste universo para 600 mil profissionais. Ainda assim, lamenta Albano Ribeiro, o número de acidentes de trabalho fatais é, comparativamente, muito elevado. |

