Processo de despedimento coletivo da Soares da Costa foi suspenso
2015-07-30

A empresa de construção Soares da Costa irá suspender o processo de despedimento coletivo previamente comunicado. O anúncio foi feito pelo presidente do Sindicato da Construção Civil, Albano Ribeiro, que garantiu que a empresa irá efetuar o pagamento de pelo menos um mês em atraso aos trabalhadores de Angola.

De acordo com a LUSA, as informações foram facultadas após uma reunião de Albano Ribeiro com um dos administradores da Soares da Costa, onde se abordaram questões como a “inatividade de mais de 300 trabalhadores”, os “três meses de salários em atraso dos trabalhadores que estão em Angola”, “a pretensão de despedimento coletivo de centenas de trabalhadores” e ainda “o volume de negócios que a empresa tem em Angola e Moçambique e que poderá vir a ter em Portugal”.

Face a estas considerações, a administração da empresa adiantou que haverão desenvolvimentos relativos a novas obras, os quais poderão garantir a atividade dos 300 trabalhadores que estão neste momento em Portugal, em situação de inatividade laboral.

“Eles têm aqui uma equipa a trabalhar em concursos para obras e pensam que, a curto/médio prazo, a empresa vai ter trabalho em Portugal”, pelo que “a mão-de-obra excedentária da obra que está a ser concluída na Ribeira [do Porto] poderá ser absorvida por essas obras”, acrescentou o presidente do sindicato.

Para além disso, referiu, a Soares da Costa é detentora de um “grande volume de negócios” em Angola e Moçambique, logo, “os trabalhadores que queiram ir para lá não serão abrangidos pelo despedimento coletivo”.

Já no início de 2015, a Soares da Costa tinha assumido Angola como novo centro estratégico do grupo e Moçambique como um segundo mercado de referência. A nova orientação da empresa foca-se essencialmente na captação de novos contratos de engenharia e redução de custos operacionais.



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