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Angola precisa de 15 mil engenheiros para superar as suas dificuldades
2015-08-06
Angola precisa de 15 mil
engenheiros para superar as suas dificuldades O bastonário da Ordem dos Engenheiros de Angola revelou que o país
necessita entre 10 a 15 mil engenheiros para suprir as dificuldades que
enfrenta atualmente. Ainda que exista um número significativo de quadros
capacitados, estes não são suficientes para responder aos novos desafios,
adianta.
De acordo com o jornal Construir, o bastonário da Ordem dos Engenheiros de
Angola, José Dias, divulgou esta informação à margem do II Congresso
Internacional da Ordem dos engenheiros de Angola, que terminou ontem. Neste encontro, o ministro dos Petróleos angolano, Botelho de Vasconcelos,
ressalvou que o país tem pela frente “desafios grandes e tremendos” na formação de novos engenheiros –
área com apenas 2.500 quadros, concentrados na sua maioria na capital. “A
insuficiência quantitativa de engenheiros e do ingresso de estudantes em curso
de engenharias para fazer face às necessidades do país de incorporar
tecnologias soma-se ao problema da qualidade da formação, que tem afetado boa
parte do subsistema do ensino superior”, explicou o ministro. José Dias
acrescentou ainda, “são novos desafios, somos um país jovem. Temos inúmeras
áreas das engenharias que necessitam de muitos engenheiros. Hoje inclusive nós
já estamos a entrar nas áreas humanas que são a biotecnologia, a biomédica e
bioprocessos, que são áreas inovadoras onde também se precisa muitos
engenheiros”. Segundo o bastonário, Angola possui engenheiros maioritariamente nas áreas tradicionais - civil,
minas, mecânica, metalurgia, química - “mas precisamos de outras engenharias,
área espacial, para meter o país a competir no concerto das nações”.O grande desafio, é a formação de
quadros, conclui. Neste processo, Angola conta com a cooperação de Portugal,
país com o qual possui acordos de mobilidade profissional. |

