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Quedas: a principal causa dos acidentes domésticos
2015-08-10
Entre 2010 e 2014, deram entrada nas urgências do Serviço Nacional de saúde, 25 mil casos de acidentes ocorridos em casa ou em momentos de lazer. A maioria destes acidentes tiveram origem em quedas, sendo que as contusões e os hematomas surgem como as principais consequências dos mesmos. Segundo o jornal Público, estes dados foram adiantados por um estudo do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa) que foi publicado na edição de julho do “Boletim Epidemiológico Observações “ do mesmo. Este teve por objetivo apurar o número e tipologia de acidentes domésticos e de lazer que ocorreram nestes cinco anos – sendo aqui contabilizados todos os casos cuja causa não seja doença, acidente de viação, acidente de trabalho ou violência. Constam da amostra, dados de 1 de janeiro de 2010 a 30 de setembro de 2014, pertencentes a um conjunto de casos urgentes do SNS considerados representativos. O estudo concluiu que no período temporal em causa, o número de acidentes domésticos e de lazer (ADL) ascendeu a 24.752. Na sua maioria, os acidentes afetaram mais os indivíduos do sexo masculino entre os zero e os 54 anos e as mulheres com mais de 55 anos. “No total, a percentagem de ADL foi superior no sexo masculino (52,8%) em relação ao feminino (47,2%)”, lê-se no estudo. No que respeita as diferenças entre sexo e grupo etário, “as crianças menores de um ano registaram valores mais elevados no sexo feminino em 2010 e 2013 e no sexo masculino nos restantes anos”. Os autores explicam que as diferenças entre os sexos poderão dever-se ao “facto de os homens preferirem atividades com maior risco físico ou práticas desportivas mais radicais. Pelo contrário, nos grupos etários mais elevados são as mulheres que surgem com a maior proporção de ADL, o que poderá traduzir o facto de a população geral conter uma maior proporção de mulheres em idades mais avançadas”. Na origem dos acidentes prevaleceram as chamadas “quedas ao mesmo nível”, seguidas por “quedas não especificadas”. Registaram-se igualmente muitos casos resultantes de objetos em movimento, cortes, incidentes com objetos parados e quedas relacionadas com escadas. No que se refere às lesões derivadas dos acidentes, as mais frequentes são as contusões e hematomas, que “constituíram mais de metade de todas as lesões registadas durante o período considerado, seguindo-se ferida aberta, sendo que este padrão se reflete em todos os grupos etários”. Os autores advertem no entanto, que na análise das conclusões é necessário ter em conta que a amostra do SNS não traduz a realidade “completa” do país. Recordam também que “a informação é declarada pelo acidentado ou acompanhante, ou seja sem base no diagnóstico médico” pelo que se recomenda alguma “cautela” nas ilações retiradas do estudo. |

